Os consumidores do Pará devem conhecer na próxima semana o novo percentual de reajuste da tarifa de energia elétrica da Equatorial Pará. A definição será feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e o índice aprovado deverá entrar em vigor em 7 de agosto, data prevista no contrato de concessão da distribuidora.
Enquanto a Aneel conclui a análise, o Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Pará (Concepa) tenta reduzir o impacto do reajuste sobre o orçamento das famílias paraenses. O órgão acompanha os estudos técnicos e atua junto à agência reguladora para evitar que o aumento seja excessivo.
Segundo o consultor do Concepa, Carlindo Lins, o Pará enfrenta historicamente tarifas de energia elevadas em razão das características geográficas do estado e dos custos relacionados à manutenção e operação da rede elétrica em uma região de grandes dimensões.
O conselho também chama atenção para o peso dos subsídios e encargos na composição da tarifa. Na avaliação da entidade, o custo elevado da energia pode prejudicar a competitividade do estado, dificultar a atração de novos investimentos e comprometer o orçamento das famílias de menor renda.
A preocupação também envolve possíveis efeitos de um reajuste elevado. De acordo com o Concepa, um aumento expressivo pode contribuir para o crescimento da inadimplência e até estimular irregularidades no consumo e nos medidores de energia.
Reajustes variam entre os estados
Os processos tarifários realizados em 2026 têm apresentado percentuais diferentes entre as distribuidoras de energia do país. Entre os exemplos citados estão reajustes de 4,25% na Neoenergia Pernambuco, 5,85% na Coelba, 12,11% na Energisa Mato Grosso do Sul, 12,13% na CPFL Paulista e 24,13% na Roraima Energia.
A Aneel é responsável por definir os reajustes e revisões tarifárias das distribuidoras, conforme as regras estabelecidas nos contratos de concessão e na regulamentação do setor elétrico.
Até o fechamento da reportagem, a Equatorial Pará não havia se manifestado sobre as projeções para o novo reajuste nem sobre os investimentos realizados na rede elétrica.
A expectativa agora é pela divulgação do índice oficial, que deverá definir quanto a conta de energia dos consumidores paraenses poderá aumentar a partir de agosto.
Fonte da notícia: Folha do Progresso / Concepa.