O desmatamento na Amazônia registrou queda nos primeiros seis meses de 2026, mas o Pará continua liderando a devastação entre os estados da Amazônia Legal. Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), por meio do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD).
Entre janeiro e junho, foram desmatados 1.145 km² de floresta, uma redução de 10% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa o menor índice registrado para um primeiro semestre desde 2018.
Considerando o calendário do desmatamento, de agosto de 2025 a junho de 2026, o Pará registrou 684 km² de área desmatada, à frente de Mato Grosso, com 509 km², e Amazonas, com 378 km². Apesar da redução de 36% em relação ao ciclo anterior, o estado permanece na liderança.
O levantamento também aponta forte pressão sobre áreas protegidas. A APA Triunfo do Xingu, no Pará, concentrou 47,85 km² de desmatamento no primeiro semestre, praticamente metade de toda a devastação registrada em áreas protegidas da Amazônia. A Floresta Nacional do Jamanxim, no sudoeste paraense, aparece entre as mais afetadas, com 3,45 km² desmatados.
No período, as áreas protegidas da Amazônia registraram 97,37 km² de desmatamento. Por outro lado, mais de 80% das unidades de conservação e terras indígenas monitoradas não apresentaram registros de desmatamento.
Além da queda no desmatamento, o Imazon identificou redução na degradação florestal, relacionada principalmente às queimadas e à exploração madeireira.
Fonte da notícia: Folha do Progresso, com informações do Imazon e Ponto de Pauta.