Santarém já registrou quatro feminicídios em 2026, em uma sequência de crimes que chama atenção para a violência contra a mulher no município. Os casos, ocorridos em diferentes circunstâncias, têm em comum a violência extrema e reacendem o alerta sobre os desafios enfrentados pela rede de proteção e pelo sistema de Justiça.
Entre janeiro e julho deste ano, a Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher recebeu 1.873 pedidos de medidas protetivas de urgência. Também tramitam atualmente 902 ações penais relacionadas à violência doméstica, incluindo casos de ameaça, lesão corporal, descumprimento de medidas protetivas e feminicídio.
Dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) apontam que, de janeiro a junho, Santarém teve dois feminicídios consumados, seis tentativas de feminicídio e 535 registros de lesão corporal em contexto de violência doméstica. Os três crimes ocorridos em julho ainda não aparecem nesse levantamento.
Os quatro casos registrados neste ano começaram em março, com a morte de Caroline Fontineli Carneiro Pereira, de 26 anos. Em julho, ocorreram os assassinatos de Tainá Yarina dos Santos Cardoso, de 29 anos; Edmara de Sousa Góes, de 22 anos; e Dayse Diniz, de 25 anos. As investigações identificaram suspeitos em todos os casos.
Especialistas destacam que a violência pode começar antes da agressão física, com sinais como controle excessivo, ciúmes, humilhações, isolamento, ameaças e violência psicológica. A orientação das autoridades é para que as vítimas procurem ajuda e denunciem os primeiros sinais de abuso.
Fonte da notícia: Folha do Progresso, com informações do g1.