O Pará registrou uma redução de mais de 18% nos casos de malária, resultado atribuído à combinação de ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e ao uso de um medicamento considerado inovador no combate à doença.
A redução representa um avanço nas estratégias de enfrentamento da malária no estado, que historicamente concentra uma parcela significativa dos casos registrados na região amazônica.
Entre as medidas adotadas está a utilização de novas estratégias de tratamento, associadas ao trabalho de vigilância epidemiológica e às ações realizadas nos municípios onde a doença apresenta maior ocorrência.
O diagnóstico rápido é considerado uma das principais ferramentas para controlar a malária. A identificação dos casos permite iniciar o tratamento de forma mais rápida, reduzindo o período em que o paciente permanece doente e contribuindo para diminuir a transmissão.
As ações também envolvem o acompanhamento das áreas consideradas de maior risco, a distribuição de medicamentos e o trabalho das equipes de saúde junto às comunidades.
A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. Na região amazônica, as condições ambientais e a presença de áreas de floresta favorecem a ocorrência da doença.
Os sintomas mais comuns incluem febre, calafrios, dor de cabeça, cansaço e dores no corpo. Em alguns casos, a doença pode evoluir para formas graves, principalmente quando o diagnóstico e o tratamento não são realizados adequadamente.
Por isso, as autoridades de saúde reforçam a importância de procurar atendimento médico diante do surgimento de sintomas suspeitos, especialmente para pessoas que vivem ou estiveram em áreas onde há transmissão da doença.
A redução superior a 18% nos registros representa um resultado positivo para o Pará, mas o combate à malária ainda exige a continuidade das ações de vigilância, prevenção, diagnóstico e tratamento.
O objetivo é manter a redução dos casos e ampliar as estratégias de controle da doença, principalmente nas regiões mais afetadas.
FONTE: Jornal Folha do Progresso.