Bancários de instituições públicas e privadas, com exceção do Banpará, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da 0h desta sexta-feira (4), em todo o estado do Pará. A paralisação foi aprovada por 91,6% dos trabalhadores que participaram da assembleia realizada na noite de 31 de agosto.
Segundo o Sindicato dos Bancários do Pará, apenas 6,82% dos participantes votaram contra a deflagração da greve, enquanto 1,51% se abstiveram. A assembleia foi convocada para avaliar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante a campanha nacional de 2026 e decidir sobre a paralisação.
Durante a reunião, representantes do sindicato apresentaram os principais pontos da proposta dos bancos e orientaram os trabalhadores pela rejeição. A categoria considera que as condições apresentadas são insuficientes e cobra avanços, principalmente em relação ao reajuste salarial e a questões específicas envolvendo os bancos públicos.
A campanha nacional dos bancários em 2026 também envolve reivindicações relacionadas à valorização salarial, preservação dos empregos e defesa dos bancos públicos. Nos últimos meses, o Sindicato dos Bancários do Pará realizou mobilizações em diversas agências, denunciando o fechamento de unidades, a redução do número de funcionários e o aumento dos casos de adoecimento relacionados ao acúmulo de funções e à pressão por metas.
Outro ponto defendido pela categoria é a manutenção da chamada Mesa Única, modelo de negociação coletiva que reúne trabalhadores de bancos públicos e privados desde a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2003. Segundo o sindicato, o modelo estaria novamente ameaçado por tentativas de fragmentação das negociações.
Com o início da paralisação previsto para sexta-feira, o sindicato deverá orientar os próximos passos do movimento e divulgar informações sobre o andamento das negociações com os bancos. A greve será por tempo indeterminado.
Fonte: O Liberal / Jornal Folha do Progresso.