O início das obras de dragagem no Rio Amazonas, em Juruti, no oeste do Pará, reacendeu a tensão entre a mineradora Alcoa e comunidades tradicionais da região. Moradores afirmam que a empresa deu início aos trabalhos sem cumprir compromissos assumidos durante as negociações, o que gerou protestos e novas cobranças por respeito aos acordos firmados.
Segundo representantes das comunidades, a dragagem começou antes da implementação de medidas consideradas essenciais para minimizar os impactos sociais e ambientais da atividade. Lideranças locais alegam que os compromissos pactuados com a empresa ainda não foram integralmente atendidos, principalmente aqueles relacionados às compensações, monitoramento ambiental e garantias às populações ribeirinhas.
A obra faz parte das ações de ampliação da logística da Alcoa na região, permitindo maior circulação de embarcações para o escoamento da produção mineral. No entanto, moradores temem que a intervenção provoque alterações no curso do rio, impactos sobre a pesca e prejuízos ao modo de vida das comunidades que dependem diretamente do Amazonas.
As denúncias foram apresentadas por organizações comunitárias, que cobram maior fiscalização dos órgãos ambientais e transparência no cumprimento das condicionantes estabelecidas para o empreendimento.
Em nota, a Alcoa informou que a dragagem possui as autorizações dos órgãos competentes e que mantém diálogo permanente com as comunidades envolvidas. A empresa afirma ainda que continua cumprindo os compromissos previstos nos processos de licenciamento e reforça que o projeto segue as exigências ambientais vigentes.
O caso segue sendo acompanhado por entidades locais e órgãos responsáveis, enquanto as comunidades aguardam providências que garantam o cumprimento dos acordos firmados antes da execução das obras.
Fonte: Folha do Progresso.