Moradores de diferentes bairros de Novo Progresso, no Pará, continuam enfrentando longos períodos sem energia elétrica e questionam o sistema de revezamento anunciado durante uma reunião na Câmara Municipal. Segundo relatos, a medida não estaria sendo aplicada de forma igualitária entre as comunidades.
Enquanto o fornecimento permanece disponível em algumas regiões, principalmente na área central da cidade, moradores de bairros mais afastados relatam que continuam sem eletricidade por vários dias.
Há relatos de comunidades que estão há cinco, quatro e três dias consecutivos sem energia, mesmo após a promessa de que seria adotado um sistema de revezamento para amenizar os efeitos da crise.
A principal dúvida dos moradores é justamente sobre os critérios utilizados para definir quais bairros recebem energia e quais permanecem sem o serviço.
Uma moradora relatou à reportagem que teria sido informada por funcionários da Equatorial de que a rua onde mora não faria parte do revezamento e, por esse motivo, o fornecimento não seria restabelecido naquele momento.
“Por que não fazemos parte do revezamento? Somos cidadãos, pagamos energia todo mês como os demais”, desabafou a moradora.
Famílias enfrentam calor e prejuízos
A falta de energia tem provocado indignação entre famílias que permanecem dias sem o serviço. Além do calor intenso, moradores relatam perda de alimentos e outros prejuízos provocados pela interrupção prolongada do fornecimento.
Ao mesmo tempo, moradores de áreas que estão recebendo energia também relatam problemas de oscilações no fornecimento, aumentando o risco de danos a equipamentos e eletrodomésticos.
Moradores cobram explicações
O que mais tem gerado reclamações é a falta de clareza sobre como o revezamento estaria sendo organizado.
Os moradores questionam se existe, de fato, um cronograma definido e por que algumas comunidades aparentemente não estão sendo contempladas pela medida anunciada.
A população cobra uma explicação da Equatorial e das autoridades municipais sobre quais bairros estão incluídos no revezamento, qual é o cronograma de atendimento e quando as comunidades que estão há dias sem energia terão o serviço restabelecido.
Enquanto aguardam respostas, moradores continuam enfrentando as consequências da crise energética, incluindo calor, perda de alimentos e prejuízos.
A pergunta que permanece entre a população é: se o revezamento foi anunciado para atender os moradores durante a crise, por que ele não está chegando a todos os bairros?
Fonte da notícia: Jornal Folha do Progresso.